Obras concluídas

Iluminação Decorativa – Salvador

A 2MS Engenharia através da Prefeitura Municipal de Salvador, promoveu a iluminação decorativa para os festejos natalinos na capital baiana. Ao todo a iluminação de natal contou com cerca de 2,3 mil peças de LED, as instalações contemplaram 38 pontos da cidade. Algumas áreas como Campo Grande; Avenida 7 de Setembro; Praça Castro Alves; Praça da Piedade; Relógio de São Pedro; Barra e Avenida Centenário receberam iluminação especial, além disso regiões como o Dique do Tororó e Avenida Garibaldi também receberam iluminações decorativas.

Tudo isso atendendo através de projetos específicos as necessidades do cliente.

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Morar Melhor

A 2MS Engenharia através do Morar Melhor programa da Prefeitura municipal de Salvador, beneficia os imóveis de quem mais precisa. As residências cadastradas pelo programa serão beneficiadas em até R$ 5 mil cada com serviços de pintura e reboco da fachada; troca de esquadrias (portas, janelas, portões, venezianas); instalações sanitárias; e recuperação ou troca do telhado.

O programa Morar Melhor vai recuperar e melhorar imoveis nos 160 bairros e nas 3 ilhas de Salvador, ao todo 100 mil residencias serão beneficiadas. A 2MS Engenharia atua nas localidades de Calabar, Alto das Pombas, Nordeste de Amaralina, Chapada e Engenho velho da Federação.

Abaixo algumas imagens que mostram as unidades antes e depois de serem reformadas.

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Serviços de Infraestrutura no Município de Salvador – SUCOP

Através da Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador (SUCOP), a 2MS Engenharia vem fazendo melhorias em diversas localidades da capital baiana: Barra, Vale do Matatu, Brotas, Federação, Cidade Jardim, Ondina, Rio vermelho, Jardim dos namorados,Vale das pedrinhas, Comercio.

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RESIDENCIAL VILA NOVAES

Construção de 286 unidades habitacionais no residencial Vila Novaes

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RESIDENCIAL RIO CACHOEIRA

Situado no município de Ilhéus, no quilômetro 4 da rodovia Ilhéus-Itabuna (BR 415), deverão ser entregues 600 apartamentos pelo programa Minha casa, minha vida.

Acompanhe nossas obras desde o início:

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RESIDENCIAL ANTÔNIO CARLOS COSTA

463 residências de 45 metros quadrados onde se distribuem 2 quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. Conta também com uma área comum que incluem de 2 centros comunitários, parque infantil e dois campos de futebol.

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RESIDENCIAL JARDIM PAQUETÁ

Mais de 1300 pessoas com renda de até três salários mínimos foram beneficiadas com esta obra que tem área privativa de 40,58 metros quadrados sendo dois quartos, sala, cozinha, banheiro social.  Além das casas o empreendimento conta também com equipamentos de lazer como quiosque, campo de futebol, centro comunitário e parque infantil.

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RESIDENCIAL PADRE JOSÉ

O Residencial Padre José, entregue pela 2MS à população de Teixeira de Freitas em 29 de maio de 2015, conta com uma área de 60 mil metros quadrados.

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RESIDENCIAL LUIZ BEZERRA

O Conjunto Habitacional Luiz Bezerra Torres, localizado no Alto do Moura, que é composto por 2.404 unidades habitacionais sobrepostas em 290 blocos residenciais com 8 unidades habitacionais e 26 blocos residenciais com 4 unidades habitacionais, sendo cada unidade composta de sala, dois quartos, banheiros e área de serviço, perfazendo um total de 39,36m². O empreendimento ainda conta com a construção de quadras poliesportiva, quiosques, centro comunitário, ciclovia e pista de Cooper. Ao todo serão beneficiadas mais de 9000 pessoas.

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RESIDENCIAL JACILDO MESQUITA

Construção de 465 unidades habitacionais no município de São Sebastião do Passé,  em Araçatiba, na rua Padre Luiz Ferreira de Brito, totalizando uma área de 63.197,80m². As unidades serão compostas por sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, o empreendimento ainda contará com a construção de quadras poliesportivas, quiosques, centro comunitário e parque infantil com intuito de proporcionar maior lazer aos beneficiários. Ao todo cerca de 1.860 pessoas serão beneficiadas.

Abaixo algumas imagens.

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Notícias

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Recall, anunciado na sexta (14), se deve a alteração que pode levar a desprendimento de lasca de vidro do bocal das garrafas na hora da abertura. Prazo para ajustes é de 2 dias úteis. Heineken no Brasil anunciou recall voluntário de lotes de garrafas long neck de cerveja Reuters A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, notificou o grupo Heineken no Brasil para que faça ajustes na comunicação do recall voluntário de lotes de garrafas long neck de cerveja. O recall foi anunciado pela empresa na sexta (14). Em comunicado, o grupo informou que: foi identificada uma "pequena alteração" nas garrafas de 330 ml desses lotes; que essa alteração pode fazer com que "uma pequena lasca de vidro se desprenda do bocal no momento da abertura"; que "há risco de lesões ou ingestão acidental" dessa lasca de vidro. "A alteração está totalmente restrita à garrafa, sem nenhum impacto no líquido", segundo o texto. De acordo com a Heineken, o problema foi encontrado em "menos de 0,3%" das garrafas nos lotes afetados, que podem ser identificados pelas letras "CH", em alto relevo, na parte inferior das long necks. A quem comprou cervejas desses lotes, a empresa orienta abrir a garrafa com cuidado, seguindo as instruções na embalagem. Caso algum problema seja identificado, o consumidor deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor. Notificação A Senacon notificou a Heineken na sexta, mas divulgou nota sobre o assunto apenas neste domingo (16). No documento, a secretaria informa que a campanha sobre o recall apresenta "desconformidade" em relação ao que foi tratado com a empresa. Segundo a Senacon, entre as irregularidades está a falta de clareza sobre o acesso dos consumidores à campanha e ausência de informações sobre substituição do produto. "Esperava-se que a informação sobre a opção "dois por um" de substituição do produto fosse clara ao consumidor, como um indutor comportamental. Entretanto, não houve qualquer divulgação nesse sentido. Assim, determina-se que o fornecedor demonstre, de forma clara e precisa, quais indutores serão utilizados (incluindo eventuais recompensas), assim como a forma pela qual o consumidor tomará conhecimento dos mesmos", diz a nota da Senacon. Ainda de acordo com o órgão, a empresa não obedeceu ao pedido para que a mensagem "recall voluntário da Heineken" constasse no título do vídeo de divulgação da campanha. A Senacon fixou prazo de 2 dias úteis para que a Heineken faça os ajustes e pode aplicar multa de até R$ 9 milhões se eles não forem realizados. Empresa diz que buscou autoridades Em nova, a Heineken afirma que buscou as autoridades para informar sobre a alteração identificada em lotes específicos de neck 330 ml e que vai adaptar sua campanha. "A partir da veiculação da campanha, na última sexta-feira (14), a companhia foi notificada sobre a necessidade de ajustes, que estão em andamento e serão concluídos dentro do prazo estabelecido pela autoridade."

Em anúncio aos acionistas, presidente global da empresa afirmou que essa transação é 'o movimento mais importante do Grupo Carrefour no Brasil desde a aquisição do Atacadão em 2007'. Imagem sem data de corredor de uma loja da Makro em uma das contas de rede social da empresa Reprodução/Instagram O Carrefour Brasil comprou 30 lojas da rede Makro no país por R$ 1,95 bilhão, de acordo com um anúncio feito aos seus acionistas e ao mercado neste domingo (16). São pontos em 16 estados e no Distrito Federal. Somados, eles têm 165 mil metros quadrados de área de vendas. Essas lojas venderam R$ 2,8 bilhões em 2019, em conjunto. Dos 30 mercados comprados, 22 são de imóveis próprios, e 8, alugados. Também foram adquiridos 14 postos de combustíveis operados pela Makro. De acordo como comunicado, eles serão integrados à rede Atacadão, de atacarejo, lojas que vendem por atacado e varejo. O plano é converter as bandeiras de todos as 30 lojas até 12 meses. “Essa transação é o movimento mais importante do Grupo Carrefour no Brasil desde a aquisição do Atacadão em 2007”, disse o presidente do Carrefour no mundo, Alexandre Bompard. Em outubro de 2019, a empresa tinha acertado a compra de 49% da fintech Ewally, com opção de compra do controle após três anos. Os pontos adquiridos ficam nos seguintes estados: Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Alagoas, Santa Catarina, Pará, Amazonas, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Sul, Paraíba e Tocantins, além do Distrito Federal. Makro ainda pretende vender mais 14 unidades O Makro é uma marca do grupo holandês SHV. Com essa venda, a empresa passa a ter 38 unidades no país, mas a expectativa é negociar 14 unidades para outras redes. O objetivo é focar nas operações no estado de São Paulo, onde há 24 lojas. O fechamento dos negócios, de acordo com a empresa, está condicionado à aprovação definitiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O Makro afirmou, em nota que continua com sua operação no Brasil, inclusive suas 24 lojas presentes no estado de São Paulo, que devem ser revitalizadas e expandidas. A empresa também disse que vai investir em um novo centro de distribuição de perecíveis. Já o Carrefour Brasil terminou 2019 com 692 lojas no país, das quais 186 são do Atacadão.

Coleta de sementes é feita por índios e pequenos produtores e são usadas para recompor matas em região dominada pela soja. Relembre. Conheça as Yarang, indígenas que coletam sementes para reflorestar fazendas no Xingu Neste domingo (16), o Globo Rural segue mostrando algumas das melhores reportagens de 2019. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Produtores de soja, ambientalistas e índios estão caminhando juntos em um projeto ambiental em Mato Grosso. O trabalho é feito no entorno do Parque Indígena do Xingu. E o Globo Rural foi conhecer essa parceria entre agricultura moderna e conhecimento tradicional indígena. Esse projeto mostra que é possível conciliar a agricultura em grande escala e preservação da natureza. Relembre a reportagem no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1

Empresário foi condenado a 37 anos de prisão no julgamento do mensalão do PT. No semiaberto, Marcos Valério poderá sair durante o dia para trabalhar. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF Nelson Jr./SCO/STF O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (4) o empresário Marcos Valério a progredir do regime fechado para o semiaberto. Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão no julgamento do mensalão do PT e, no regime semiaberto, poderá sair durante o dia para trabalhar. O empresário tem outra condenação confirmada em segunda instância, mas a execução da pena está suspensa por decisão do ministro Celso de Mello. Diante disso, Barroso entende que Marcos Valério pode progredir para o regime semiaberto mesmo com a outra condenação. Barroso autorizou a progressão de regime de prisão por considerar que Valério preenche os seguintes requisitos: já cumpriu um sexto da pena (mais de seis anos e meio); teve bens bloqueados e não tem condições de pagar a multa de R$ 4,4 milhões imposta pelo STF. Marcos Valério foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ele cumpre pena desde 2013 e está preso na penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte. Valério tem um acordo de delação premiada em vigor e agora poderá deixar o presídio durante o dia para trabalhar. Marcos Valério, condenado pelo STF no julgamento do mensalão do PT Futura Press Argumentos A Procuradoria Geral da República opinou contra a progressão de regime. Argumentou que Marcos Valério não pagou a multa imposta na condenação e ainda teria cometido falta grave na cadeia. Barroso, contudo, considerou que Valério comprovou não ter recursos disponíveis e que não foi concluída a apuração sobre as faltas na prisão. "Diante desse contexto, com o devido respeito às manifestações da Procuradoria Geral da República, não vejo como indeferir o pedido de progressão de regime, ao argumento de que ainda não estaria suficientemente esclarecida a situação relativa à ocorrência de faltas graves. Isso porque, do quanto se sabe até o momento, o apenado foi absolvido no processo administrativo disciplinar e o Ministério Público Estadual ainda não chegou a uma conclusão segura no procedimento investigatório criminal", escreveu o ministro. Luís Roberto Barros também afirmou que não seria "justo e sequer proporcional" esperar a conclusão da investigação para conceder progressão de regime. Ainda conforme a decisão, a dívida foi atualizada para o valor de R$ 9 milhões. O que a defesa argumentou A defesa de Marcos Valério chegou a pedir a Barroso para o empresário ser autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar porque Minas Gerais não teria estabelecimentos compatíveis para pena no semiaberto. Os advogados argumentaram ainda que, por ser delator, Valéria pode sofrer riscos, além de ter problemas de saúde. A defesa anexou também proposta de trabalho na empresa JRK Locadora & Transportadora. A oferta de trabalho será avaliada pela Vara de Execuções Penais de Contagem. O ministro negou a prisão domiciliar porque a Justiça de Minas informou que há estabelecimentos para presos do semiaberto e que ele poderia ser transferido para Ribeirão das Neves ou outra cidade do estado. "Diante do exposto, defiro ao condenado Marcos Valério Fernandes de Souza a progressão para o regime semiaberto, desde que observadas as condições a serem impostas pelo Juízo delegatário desta execução penal, tendo em vista o procedimento geral utilizado para os demais condenados que cumprem pena na Comarca de Contagem." Outra condenação O empresário tem outra condenação confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas a execução da pena está suspensa por decisão do ministro Celso de Mello. Diante disso, Barroso entende que Marcos Valério pode progredir para o regime semiaberto mesmo com a outra condenação. Barroso também mencionou que a apuração sobre se Valério foi alvo de achaques na cadeia ainda não foi concluída, por isso a questão também não pode ser levada em consideração.

Ex-sócios de Marcos Valério, os publicitários Cristiano Paz e Ramon Hollerbach tiveram as penas privativas de liberdade perdoadas pelo ministro Luís Roberto Barroso. Indulto de Temer dá perdão de pena a condenados no mensalão e na Lava Jato O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), perdoou a pena de mais dois condenados no julgamento do mensalão do PT com base no indulto natalino editado, em 2017, pelo então presidente da República, Michel Temer. Ex-sócios do empresário Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach tiveram extintas as penas privativas de liberdade, mas continuam com a obrigação de pagar a multa imposta pela Suprema Corte. Publicitário, Ramon Hollerbach foi condenado no julgamento do mensalão do PT a 27 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato. Condenado a 23 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, Cristiano Paz também é publicitário. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar na obtenção de empréstimos fraudulentos que alimentavam o esquema do mensalão do PT. Paz fundou a SMP&B, agência de publicidade que, de acordo com o Ministério Público, repassou dinheiro para o pagamento de propina a parlamentares em troca de votos a favor do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Diante do exposto, acolhendo o parecer da Procuradora-Geral da República, e na linha da orientação do plenário do STF, declaro extinta a pena privativa de liberdade imposta ao sentenciado Ramon Hollerbach Cardoso, com apoio no art. 107, inciso II, parte final, do Código Penal, e nos termos do Decreto nº 9.246/2017. Por outro lado, indefiro o indulto da pena de multa imposta cumulativamente à pena privativa de liberdade", escreveu Barroso na decisão que perdoou a pena de prisão de Ramon Hollerbach. O indulto é um perdão de pena e costuma ser concedido todos os anos em período próximo ao Natal. É uma prerrogativa do presidente da República. Cármen Lúcia suspende parte do indulto de Natal concedido por Temer O decreto assinado por Temer reduziu para um quinto o período de cumprimento de pena exigido para que o preso por crimes sem violência ou grave ameaça pudesse receber o benefício e obter liberdade. Antes, era necessário cumprir um quarto da pena para obter o benefício. O decreto foi suspenso pela então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, em dezembro de 2017. Em março de 2018, Barroso concedeu liminar (decisão provisória) limitando a aplicação do indulto. O ministro aumentou o período de cumprimento para, pelo menos, um terço da pena, permitindo indulto somente para quem foi condenado a mais de oito anos de prisão. O magistrado também vetou a concessão para crimes de colarinho branco e para quem tem multa pendente. Porém, em maio deste ano, o plenário do Supremo decidiu validar a norma editada por Temer, que reduziu o tempo de cumprimento das penas a condenados por crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, como os de colarinho branco. Outros perdões O decreto de indulto natalino de Temer já beneficiou, neste ano, outros dois condenados pelo mensalão do PT. Com base na decisão do plenário do STF, Luís Roberto Barroso passou a aplicar o entendimento da maioria da Corte e perdoou, no início de junho, as penas de Kátia Rabello e José Roberto Salgado, ex-dirigentes do Banco Rural condenados no julgamento do mensalão do PT. Na decisão em que perdoou as penas dos dois banqueiros, Barroso destacou que foi contra a aplicação do indulto de Temer por entender que a norma facilitou a aplicação do perdão da pena para crimes de colarinho branco, no entanto, enfatizou que ficou vencido no julgamento. Kátia Rabello e José Roberto Salgado foram condenados pelo Supremo a 14 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. O tribunal considerou que os dois comandaram o braço financeiro do esquema de compra de votos criado para favorecer o governo Lula. Eles começaram a cumprir a pena em 2013 em regime fechado, na prisão, mas, em 2015, foram autorizados a passar para o semiaberto (quando é possível sair durante o dia). No ano seguinte, progrediram para o regime aberto, cumprindo a pena em casa, com restrições à noite e aos finais de semana. Quando receberam o indulto, os dois estavam em liberdade condicional, cumprindo o resto da pena em casa e tendo que se apresentar periodicamente ao juiz. Lava Jato Ex-senador Gim Argello é beneficiado pelo indulto de Natal e deixa prisão O ex-senador do Distrito Federal Gim Argello foi outro beneficiado pelo indulto natalino de Michel Temer. Ele havia sido condenado, em novembro de 2017, em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 11 anos e oito meses de reclusão. O ex-parlamentar do Distrito Federal, entretanto, obteve autorização para deixar a prisão em 14 de junho de 2019. A decisão que garantiu a liberdade de Gim Argello foi assinada pela juíza Ana Carolina Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba. No caso de Gim Argello, na época em que o indulto foi assinado, ele já tinha cumprido um quinto da pena – 2 anos, seis meses e 16 dias de detenção.

 Hollerbach, um dos sócios de Marcos Valério, foi condenado a 27 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato. Ramon Hollerbach na época da prisão em 2013 Reprodução/TV Globo O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta terça-feira (31) que o ministro Edson Fachin rejeitou um pedido da defesa de Ramon Hollerbach para revisão criminal da pena na Ação Penal 470, o mensalão do PT. Ainda de acordo com o Supremo, os advogados de Hollerbach pretendiam desconstruir parte da condenação dele e absolver o publicitário, um dos sócios de Marcos Valério; ou como alternativa, tentaram a revisão da pena privativa de liberdade. A defesa alegou que, com a absolvição dos réus quanto ao crime de quadrilha, ficou definitivamente rechaçada a tese do mensalão, conforme o STF. O relator considerou que o pedido “não se funda em novas provas descobertas após a condenação, bem como que os argumentos e fatos que a defesa pretendeu comprovar não são aptos a desconstituir, ainda que parcialmente, o título condenatório”. O advogado Estevão Ferreira de Melo afirmou que vai recorrer da decisão, assim que for intimado oficialmente. Ele disse ainda que novas “provas robustas” foram apresentadas para a redução da pena e o ministro as desconsiderou. Ramon Hollerbach foi condenado a 27 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato no mensalão do PT cumpre pena na Associação de Proteção ao Condenado (Apac) de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Proposta é capacitar influenciadores digitais que querem trabalhar com a plataforma de vídeos. Aulas abordam também legislação, finanças e linguagem corporal. Campinas (SP) terá a partir deste ano o primeiro curso de graduação para youtuber do Brasil registrado no Ministério da Educação (MEC). De acordo com a coordenadora do curso na Universidade Paulista (Unip), Roberta Matarazzo, a proposta é suprir a demanda crescente de profissionalização nas plataformas de vídeos das redes sociais. A universidade capacitará influenciadores digitais para as técnicas de criação, edição e divulgação de materiais audiovisuais para o Youtube. As aulas começam nesta terça-feira (18) e o curso tem duração de dois anos. "Dá base para que o trabalho de influenciador seja feito com mais consistência. É uma profissão que está crescendo muito graças à tecnologia, que permitiu a abertura para novas áreas. Por isso, estar exposto na mídia também requer embasamentos como a parte de finanças, de imagem, como se portar em vídeo. Os alunos terão à disposição estúdios e laboratórios, com câmeras, iluminação, tudo", explica. Laboratório em Campinas (SP) para técnicas de produção de vídeo para a plataforma do YouTube Karoline Porto/G1 Ainda segundo a coordenadora, o curso contará com disciplinas de empreendedorismo digital, ética, legislação, comunicação, marketing pessoal e profissional, linguagem corporal, além apoiar no desenvolvimento e projeção da capacidade financeira de posts na rede social. "A parte legal é muito importante, porque esses profissionais estão vulneráveis nas redes sociais. Abordamos a monetização dos posts e a apresentação de forma verdadeira e natural. Toda essa estrutura é oferecida para que o estudante tenha base de como se expor melhor na plataforma", explica. As aulas são voltadas para pessoas que pretendem começar a trabalhar com a plataforma de vídeos, como também para profissionais que já atuam na área, mas querem se profissionalizar. A coordenadora explica que as disciplinas práticas abrangem desde o básico de captação de imagens, passando por técnicas de fotografia e iluminação. "Há pessoas que já têm alguns canais, mas que não têm essa base. Elas têm interesse em publicar vídeos, mas não sabem quanto cobrar, quanto vale um post de uma publicidade. Tem muita gente que faz de graça até conseguir a confiança de anunciantes. Para quem já trabalha com isso, daremos a base para alavancar o canal. E quem ainda não tem nenhum canal, vamos orientar como começar", diz. A coordenação informou também que o curso é oferecido em outras unidades da capital e do interior paulista. As aulas dependem de formação de turma. Laboratório da universidade em Campinas (SP) onde alunos em formação para Youtuber poderão desenvolver as técnicas. Karoline Porto/G1 Youtuber diplomado A coordenadora explicou ainda que o curso é no formato tecnólogo e os estudantes que concluírem terão diploma universitário de youtuber. "Será uma formação como todas as outras, onde a pessoa terá o direito depois de fazer uma especialização ou mestrado. A gente vai profissionalizar essas pessoas que estão trabalhando hoje individualmente", afirma Roberta. Foi justamente a qualificação reconhecida em diploma que chamou a atenção de Fernanda Firmino. A jovem é maquiadora, fotógrafa, modelo e também atua como influenciadora digital. Atualmente, Fernanda trabalha com a plataforma do Instagram, mas faz planos de dar um passo adiante na carreira e também produzir materiais audiovisuais. "Tudo o que a gente faz com um diploma dá mais credibilidade no mercado de trabalho. Quando eu vi que estava aberto o curso, achei muito interessante trazer isso de uma forma mais formal, até pelo fato de conseguir ter uma renda e trabalhar com criação de conteúdo dentro da sua própria casa. Imagina você ser uma youtuber graduada. As disciplinas acrescentariam no que eu já faço. Estudar e praticar faz a gente compreender muito mais, porque está na prática", conta. Fernanda Firmino, de Campinas (SP), é maquiadora, fotógrafa e influenciadora digital Ninameoficial/Arquivo Pessoal Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, juntou conteúdos online e criatividade em cards para driblar a falta de tempo. Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal Em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, o calouro Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, conseguiu passar no vestibular para medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para driblar a rotina entre trabalho e estudos, ele utilizou plataformas digitais e anotava em pequenas cartas um resumo de algumas palavras e perguntas, o que era mais importante em cada lição. Estudante de escola pública, ele terminou o ensino médio em 2016 e foi trabalhar em um lava-jato na favela do Ressaca, em Contagem (MG). Depois, mudou para Santa Catarina com a irmã mais velha, contanto que ele se comprometesse a estudar. Caixa com as cartas e esquema de estudos feitas pelo estudante Arquivo pessoal "No início de 2018, eu estava trabalhando em um hospital particular, em Balneário Camboriú, de faxineiro. Naquela época eu já estudava, mas não queria medicina. Mas, vendo a rotina e convivendo com o pessoal comecei a pensar nessa área. Passou um tempo e o pessoal do hospital me deu a oportunidade de trabalhar de jovem aprendiz na área de gestão de exames do hospital. Tive a oportunidade de trabalhar em uma área menos pesada, que exigia menos tempo. Foi quando vi a oportunidade que eu precisava”, disse. Equipe de trabalho na unidade de saúde em Balneário Camboriú Arquivo pessoal Ele lembra que, para começar, recebeu a indicação da namorada para utilizar uma plataforma por assinatura com um modelo online de estudos, por meio das operações desenvolvidas pela startup EdTech Descomplica. "Não sabia muito bem como estudar, depois que ela me indicou foi tipo um norte para eu estudar para uma prova tão concorrida como a do Enem. Daí comecei a estudar online e recebi o suporte. Eu não tinha tempo para pagar o cursinho e muito menos tempo para fazer o cursinho, porque demanda muito tempo de deslocamento, e eu não tinha como largar o emprego", afirmou. Tecnologia aliada a métodos criativos desenvolvida pelo estudante Arquivo pessoal Durante esse período, ele tentava adaptar o conteúdo para conseguir estudar. Entre os métodos, ele montou um mural com mais de 300 bilhetes colados em um painel no quarto. "Em casa eu estudava todos os dias quando eu chegava do trabalho". Ele também aproveitava o tempo de deslocamento até o local onde trabalhava. "Eu comecei a usar a criatividade para inventar algum método para estudar enquanto estava no ônibus, por exemplo, quando eu saía de casa para fazer algo também dava para estudar". Entre os processos desenvolvidos, Bruno fez mais de 1300 cartas com perguntas direcionadas para lembrar do conteúdo, as chamadas "flash cards", baseadas nas semanas de estudo a partir do conteúdo que estava na plataforma online. Cada bloco de cartas, no formato adaptado para carregar dentro do bolso da calças, tinha recomendações práticas para o momento da prova e frases de incentivo. Bloco para uma semana de estudo Arquivo pessoal Bruno explica que quando terminou o contrato com o hospital, em março do ano passado, ele se dedicou aos estudos com a ajuda da irmã para manter a casa. "Resolvi focar nos estudos e tive mais tempo para trabalhar a mente. Eu não recomendo para ninguém essa jornada de estudante e de trabalho. Eu acho que tudo depende de uma necessidade, eu não posso falar que foi fácil e que 'nossa, foi flores fazer isso concomitantemente'. Mas, se é uma necessidade da pessoa, igual foi uma necessidade minha, a pessoa pode ter recursos e tem como fazer. Agora se ela pode escolher em ficar em casa e estudar para prestar um curso concorrido, eu não posso falar para ela ir trabalhar porque será a mesma coisa, porque não vai". Rotina de estudos para o Enem 2019 Arquivo pessoal Com dois anos de estudo, Bruno conseguiu passar no vestibular no processo seletivo pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020. As lições que aprendeu durante os estudos para o vestibular, ele também passou a divulgar nas redes sociais, com dicas e orientações. Até o início do curso, ele explica que irá precisar voltar ao mercado de trabalho. "Preciso arrumar algo que bate até com o horário da faculdade como dar aulas particulares", disse. Na UFSC, em Florianópolis, o curso começa em agosto para o segundo período. "Estou esperando abrir os editais de bolsa permanência do segundo semestre para poder ficar na moradia estudantil", planeja. Veja mais notícias do estado no G1 SC Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal

Após prorrogação, inscrições terminam às 23h59. Programa oferece 70 mil contratos de financiamento para estudante pagar mensalidade em cursos de graduação em universidades privadas. As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) do primeiro semestre de 2020 se encerram nesta sexta-feira (14). Os interessados poderão se candidatar até as 23h59. A data foi prorrogada pelo Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira (12). MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 MEC anuncia prorrogação do Fies e P-Fies até esta sexta-feira No primeiro semestre, são ofertados 70 mil contratos a juro zero. Já no segundo semestre de 2020, serão oferecidos 30 mil novos contratos. Estudantes que fizeram o Enem a partir de 2010 podem se candidatar ao financiamento. Fies teve inscrições prorrogadas até a sexta-feira(14) Reprodução site Fies Diferença entre Fies e P-fies Na modalidade Fies, são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135 – pelo salário mínimo nacional). Já a modalidade P-Fies se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 5.225 – pelo salário mínimo nacional). Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro. Vale lembrar que, em dezembro de 2019, o governo anunciou mudanças nos dois programas, mas elas só serão válidas no segundo semestre deste ano para o P-Fies e a partir de 2021 para o Fies. Como se inscrever no Fies As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fies.mec.gov.br/ Basta inserir CPF, data de nascimento e o código de verificação que aparece na tela O candidato não pode ter zerado a redação e tem que ter tirado mais que 450 nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 70 mil contratos para o Fies, enquanto para o P-Fies não há limite pré-estabelecido de vagas. Cronograma do primeiro semestre do Fies 2020: Pré-seleção: 26 de fevereiro Complementação da inscrição na modalidade Fies: 27 de fevereiro a 2 de março de 2020 Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Vídeos sobre Fies Estudantes têm dificuldades para pagar o Fies Antes do Fies, o aluno deve planejar as finanças pessoais MEC publica resolução que altera regras do Fies

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Empresa foi investigada pelo MPMG em 2016 quando empresários e políticos foram presos. Parte do acordo será destinada à UEMG e restante vai para o Estado; G1 procurou os envolvidos. Parcela de R$ 10,2 milhões será destinada ao custeio de projetos da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), de Frutal Ascom/Unesco-Hidroex Um grupo empresarial português firmou acordo para pagamento de R$ 20,9 milhões em medidas compensatórias apuradas pela Operação “Aequelis”, que investiga o desvio de recursos públicos destinados a Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex) para a construção do Complexo Cidade das Águas, em Frutal. O acordo foi firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e a Advocacia-Geral do Estado (AGE). A informação foi divulgada pelo MPMG na última segunda-feira (10). Os valores já foram depositados. O nome do grupo empresarial não foi divulgado na publicação do órgão, que reforçou que não fornece contatos de partes em procedimentos. Na época da operação, desencadeada em 2016, empresários e políticos foram conduzidos pela polícia durante cumprimento de mandados de prisão em cidades no interior de Minas Gerais e São Paulo. Foram encontrados indícios de superfaturamento em vários contratos (relembre mais abaixo). Segundo o MPMG, R$ 4,7 milhões são referentes ao ressarcimento do dano causado ao Estado. Outros R$ 10,2 milhões se referem a danos morais coletivos. No acordo, constam, ainda, R$ 4,7 milhões como pagamento de multa civil, e R$ 1,2 milhão de transferência não onerosa. “Sem abrir a mão da punição àqueles que cometeram os ilícitos, a solução leva benefícios imediatos aos que foram prejudicados pelos crimes. Esse é um ponto em que insistimos desde o início e que continuaremos a reforçar”, disse o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet. Destinação Uma parcela de R$ 10,2 milhões será destinada ao custeio de projetos da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), de Frutal. Já o restante será destinado aos cofres do Estado. Conforme o Ministério Público, o acordo firmado se refere a uma das ações ajuizadas por improbidade administrativa, e interfere em outras ações penais em curso na Justiça Federal. Réus que ainda não firmaram acordo continuam respondendo o processo. A Fundação Hidroex foi extinta em 2016. Promotoria de Frutal O G1 entrou em contato com o MPMG para saber qual a quantia de dinheiro público desviada e se, além do impacto financeiro, houve impacto ambiental. Sobre isso, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Frutal informou, nesta quinta-feira (13), que o valor estimado de dinheiro público desviado segundo a apuração do Ministério Público foi de R$ 4.758.136,00. Sobre os danos gerados ao Estado – citados no acordo – a promotoria afirmou que não têm qualquer aspecto ambiental, sendo exclusivamente no âmbito da tutela do patrimônio público. Valores depositados Foi informado também que os valores do acordo foram depositados em conta judicial nos autos da ação, em trâmite pela 2ª Vara Cível da Comarca de Frutal e serão gastos nos termos de acordo com solicitação específica e autorização judicial. UEMG Ainda segundo a promotoria, em relação ao montante destinado à UEMG Frutal, relativos aos danos morais coletivos, foi designada pela 3ª Promotoria de Justiça de Frutal uma reunião na próxima segunda-feira (17) com a Diretoria da unidade e com a Comissão pró-UEMG Frutal. O encontro vai contar com representantes dos estudantes, dos professores, dos servidores e da sociedade civil frutalense para discutir as prioridades a serem atendidas e como ocorrerá a fiscalização por parte do MPMG, que encaminhará também para análise da CGE. Operação "Aequalis" A Operação "Aequalis" foi deflagrada em maio de 2016. No dia 20 de setembro do mesmo ano, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, sancionou a lei que extinguiu a Fundação Hidroex, investigada pelo MPMG por suspeita de envolvimento e desvio de verbas públicas. A operação encontrou indícios de superfaturamento em vários contratos, dentre eles o de venda de equipamentos. O ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, entre 2012 e 2014, Nárcio Rodrigues (PSDB), e outras 14 pessoas foram acusadas de organização criminosa, fraude em licitação, obtenção de vantagem indevida, lavagem de dinheiro, peculato e obstrução. Cidade das Águas foi projeto para ser um centro internacional de pesquisa Ascom/Unesco-Hidroex A Hidroex desenvolvia em Frutal o Complexo Cidade das Águas, que começou a ser construído em 2012 e teria mais de 1 milhão de m². O local foi projetado para se tornar um centro internacional de pesquisa, com foco na conservação do patrimônio hidrológico da América Latina e das nações africanas de língua portuguesa. Com a extinção da Hidroex, a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) assumiu as responsabilidades e obrigações da fundação quanto aos programas, projetos, contratos e convênios celebrados. O mesmo ocorreu com os bens imóveis, que foram revertidos ao patrimônio do Estado, cabendo à Secretaria de Fazenda (SEF) proceder a destinação. Irregularidades na Hidroex Uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais apontou, em abril de 2016, suposto dano aos cofres públicos devido a irregularidades na obra do Complexo Cidade das Águas durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB). A auditoria da controladoria aponta que houve prejuízo de cerca de R$ 9,8 milhões aos cofres públicos.

Espetáculo será no dia 30 de setembro, no Teatro das Bacabeiras. Apresentação aposta na interação com o público para garantir risadas. Comediante Carlinhos Maia se apresentará pela primeira vez em Macapá no dia 2 de setembro Divulgação O alagoano Carlinhos Maia é um dos fenômenos das redes sociais, somando quase 10 milhões de seguidores no Instagram e Facebook. Conhecido pelos vídeos bem humorados, o artista estará no Amapá pela primeira vez no dia 30 de setembro, às 20h, no Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá. O show havia sido marcado para o dia 2 de setembro, mas, por problemas de saúde da mãe dele, o artista anunciou o adiamento da apresentação através das próprias redes sociais. A organização do evento informou que os ingressos comprados anteriormente serão válidos para a nova data. A devolução do ingresso também está sendo feita. Maia se destacou na internet falando do seu dia a dia e assuntos cotidianos com irreverência, além de mostrar a convivência com os vizinhos na vila onde mora, na cidade de Penedo, em Alagoas. No show "Mas, Carlos!", que será apresentado na capital, o artista relata vários momentos de sua trajetória, até o sucesso com vídeos na web. Ele aposta na interação com o público para garantir risadas. Outro característica do show é que Maia conta, de forma bem humorada, um pouco sobre a vida de "digital influencer", que é uma espécie nova de celebridade. Marlon Santos, produtor do espetáculo, comenta que Maia é, atualmente, um dos maiores fenômenos das redes sociais e que o novo show dele é um dos mais procurados do país. "A motivação para trazer o Carlinhos [Maia] para Macapá é bem simples, ele está bombando nas redes sociais e todo mundo no país quer conhecer mais sobre ele, o que é justamente o que será apresentado no espetáculo", falou. Para garantir os ingressos antecipados, que custam de R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Serviço Espetáculo 'Mas, Carlos!' Data: 30 de setembro (domingo) Local: Teatro das Bacabeiras Hora: 20h Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) Informações: (96) 98138-0887 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

'Linda Rosa', 'João de Barro' e 'Shimbalaiê' fazem parte do repertório. Evento será realizado no dia 1º de setembro num espaço cultural na Zona Central de Macapá. Apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, em um espaço cultural em Macapá Michele Maycoth/Arquivo Pessoal Interpretando sucessos de Maria Gadú, uma das relevações da MPB, a cantora amapaense Michele Maycoth prepara um show que promete embalar os apaixonados. A apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, a partir das 20h, em um espaço cultural na Zona Central de Macapá. Com uma apresentação predominantemente acústica e intimista, a cantora espera estar mais próxima do público, principalmente para cantar junto com ela sucessos como "Linda Rosa", "João de Barro", "A História de Lilly Braun" e "Shimbalaiê". De acordo com a produção do show, Michele tocará durante mais de uma hora e também haverão participações especiais, entre elas, Alexandre Moraes, Erick Pureza e Nitai Silva. Os ingressos podem ser adquiridos em dois postos de vendas na Zona Central da capital e com a produção do show ao preço inicial de R$ 10. Sucessos como 'Linda Rosa', 'João de Barro' e 'Shimbalaiê' não vão ficar de fora do show Divulgação Serviço Michele Maycoth canta Maria Gadú Data: 1º de setembro (sábado) Hora: 20h Local: Quintal Walô 54 (Avenida José Antônio Siqueira, 1212, bairro Jesus de Nazaré) Ingressos: R$ 10 (1º lote) Postos de vendas: Norte Rock (Villa Nova Shopping); Quintal Walô 54 Informações e compra de ingressos: (96) 98142-0743 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Mostra reúne 27 imagens do fotógrafo Floriano Lima. Vernissage acontece no dia 24 de agosto no Sesc Centro, em Macapá. Visitações seguem até 20 de setembro. Mostra 'Minha Aldeia' busca evidenciar as belezas escondidas na simplicidade da vida no Amapá Floriano Lima/Divulgação Com fotos de paisagens, cartões-postais e até mesmo de trabalhadores à beira do Rio Amazonas, o fotógrafo Floriano Lima reúne 27 imagens que retratam o cotidiano amapaense na exposição "Minha Aldeia". A mostra ficará aberta ao público de 27 de agosto a 20 de setembro, na unidade Centro do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Macapá. O fotógrafo define não existir um tema específico na exposição, condição que deu a ele liberdade para retratar desde as fotos mais "clichês", até imagens comuns do dia a dia. "Sempre gostei de fotografar nossos cartões postais porque eles são muito bonitos e únicos. Então, por mais 'batidas' que pareçam, eles fazem parte da proposta da exposição", adiantou. Dormir na rede, trabalhar com embarcações ou até mesmo o céu no fim de tarde são inspirações para o fotógrafo, que diz buscar evidenciar as belezas escondidas na simplicidade. Todas as imagens foram feitas entre 2016 até este ano. Elas compõem fases da profissão de Floriano Lima, de 56 anos, que iniciou a fazer "clicks" aos 17. "Essas fotos são recentes e fazem parte da minha carreira profissional. Apesar de fotografar desde a adolescência, quando ganhei minha primeira câmera fotográfica, trabalho profissionalmente na área há cerca de 5 anos", contou. A vernissage da exposição acontece no dia 24 de agosto, às 19h público poderá prestigiar a mostra de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 11h e das 15 às 17h. Serviço Exposição fotográfica "Minha Aldeia" Data: vernissage 24 de agosto; visitações de 27 de agosto a 20 de setembro Hora: abertura 19h; visitações das 9h às 11h e das 15h às 17h Local: Sesc Centro Entrada: gratuita Fotógrafo reuniu 27 imagens para a mostra que acontece até o dia 20 de setembro Floriano Lima/Divulgação Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Espetáculo está marcado para os dias 16 e 17 de agosto, no Teatro das Bacabeiras. Adaptação amapaense vai regionalizar história original que é inglesa. Peça teatral 'Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado' será nos dias 16 e 17 de agosto, em Macapá Google Inspirada na peça londrina que contou os acontecimentos 19 anos depois de "Harry Potter e as Relíquias da Morte", um grupo amapaense de teatro propõe uma adaptação do espetáculo que virou sucesso no Reino Unido e bateu recorde de bilheteria na Broadway. A apresentação acontece nos dias 16 e 17 de agosto, às 20h, no Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá. Intitulado "Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado: A Oitava História Dezenove Anos Depois", a peça do grupo "O Beco Teatral e o Projeto Literar Amapá" segue a estrutura do espetáculo londrino, com os protagonistas da saga mais velhos e focando a aventura nos filhos do feiticeiro. De acordo com um dos diretores da peça, Iury Laudrup, o trabalho foi regionalizado. "Nosso trabalho é adaptar, uma vez que a peça original tem mais de 5 horas de duração. Então, encurtamos a história e regionalizamos o roteiro para que nossa peça tenha sua própria identidade", ressaltou. O espetáculo amapaense conta com oito personagens no elenco principal e 12 pessoas na produção e terá uma hora e meia de duração. Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos antecipadamente em três postos de vendas na Zona Central da capital, ao preço de R$ 15 + um quilo de alimento não perecível. História A montagem teatral continua a história de Harry Potter de onde o sétimo e último volume da saga de J.K. Rowling parou, com um enredo envolvendo um Harry adulto e o seu filho do meio, Alvo Severo. Ele também é pai de Tiago Sirius, o mais velho, e de Lília Luna, a caçula. Agora, Potter é um funcionário sobrecarregado de trabalho no Ministério da Magia, com três crianças em idade escolar. Ele "lida com um passado que se recusa a ficar no lugar ao qual pertence", diz um texto sobre a peça. Enquanto isso, Alvo, assim chamado em homenagem ao antigo diretor de Hogwarts e mentor de Harry, Alvo Dumbledore, se esforça para lidar com o peso do legado da família. Serviço "Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado: A Oitava História Dezenove Anos Depois" Datas: 16 e 17 de agosto Local: Teatro das Bacabeiras (Rua Cândido Mendes, 1087 – Centro) Ingressos: R$15 + um quilo de alimento não perecível Postos de Venda: Livraria Acadêmica (Macapá Shopping - Piso L2); Amapanime Space (Avenida Vereador Orlando Pinto, Nº: 640F - Santa Rita); Parada do Cachorro Quente (Rua Odilardo Silva, Nº: 2289 - Centro) Informações: (96) 98128-4949 / (21) 96979-6812 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Roger Eatwell e Matthew Goodwin, autores de livro sobre o atual movimento nacional-populista, dizem que ele pode ser alerta de que políticos se tornaram distantes demais do povo. Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca após absolvição no processo de impeachment Joshua Roberts/Reuters Visto como a principal ameaça atual à democracia, o populismo pode ser, na verdade, um mecanismo para corrigir seus rumos. É o que argumentam Roger Eatwell e Matthew Goodwin, autores de livro sobre o movimento que deu ao mundo Donald Trump e o Brexit, entre outros. Alguns "veem o populismo como uma válvula de segurança, um jeito de mostrar aos políticos que eles se tornaram distantes demais do povo. E, se esse for o caso, o populismo é, de certa maneira, mais um mecanismo corretivo da democracia do que uma ameaça a ela", afirma Eatwell em entrevista à BBC News Brasil. "É um sinal de alerta que mostra que os políticos não estão ouvindo o suficiente, particularmente um tipo de eleitorado mais rural, menos escolarizado, de cidades pequenas, que não se identificam com cidades sofisticadas como Londres." No livro National Populism: The Revolt Against Liberal Democracy (Nacional-populismo: a revolta contra a democracia liberal), os acadêmicos se debruçam sobre o movimento que, argumentam, vem se desenhando desde muito antes da crise financeira de 2008 ou da crise migratória na Europa, em 2015. E, segundo eles, veio para ficar. "Eu acho que estamos passando por um realinhamento político permanente, ou ao menos de longo prazo. Vamos ver esses movimentos se tornarem atores razoavelmente permanentes no cenário político, e acredito que veremos diversas formas de populismo terem um impacto considerável na política", diz Goodwin. Nacional-populismo é como se define o movimento populista que se situa à direita no espectro político. Além de adotar retórica voltada à maior participação popular e contrária à dominação da democracia "pelas elites", seus integrantes defendem valores nacionalistas, como o maior controle migratório. Para os pesquisadores, ele é, em parte, um movimento que reage à forma como a democracia liberal se desenvolveu no Ocidente. Esse sistema político se baseia na realização de eleições regulares e livres, mas também em uma série de liberdades civis, como o direito à liberdade de expressão e a igualdade perante a lei. O que, então, deu errado? De acordo com Eatwell, o que temos hoje é uma democracia liberal "relativamente elitista, politicamente correta, dominada por pessoas que tendem a ter maior nível de escolaridade. E elas têm uma pauta política, econômica, social (envolvendo questões como gênero e direitos LGBT) que é bastante diferente das demandas da classe trabalhadora". Primeiro-ministro Boris Johnson discursa na Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido ©UK Parliament/Jessica Taylor/Handout via Reuters E, diante das demandas de uma parte da população que acredita ter sido "deixada para trás" pelo sistema, têm sido bem-sucedidos os líderes que conseguem unir seus interesses em uma plataforma eleitoral, a exemplo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que conquistou, com o seu Partido Conservador, vitória esmagadora nas eleições de dezembro de 2019 no Reino Unido. "Johnson identificou uma fórmula eficaz, que é a inclinação à esquerda nas questões econômicas e prometer investimento maior nas comunidades que se sentem deixadas para trás, mas também mover-se para a direita na cultura, ao reformar a imigração, entregar o Brexit e lutar contra o que podemos chamar de 'consenso liberal'. E, ao fazer isso, ele foi recompensado com uma gorda maioria", diz Goodwin. Estratégia semelhante deve ser adotada pelo presidente americano, que concorre à reeleição neste ano. O livro será publicado neste ano no Brasil pela editora Record. Leia a entrevista abaixo. Papa critica ressurgimento de nacionalismo e populismo BBC News Brasil - Como os senhores descreveriam o movimento nacional-populista? Roger Eatwell - A primeira coisa que nós precisamos ressaltar é que há grandes diferenças entre os nacional-populistas, e acho que muitos dos críticos deste movimento não mencionam isso. Se você separar os países em dois grupos, naqueles que têm tradições democráticas relativamente fracas, como o Brasil, a ameaça à democracia é diferente da que existe, por exemplo, nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Nestes lugares, cujas raízes democráticas são muito profundas, o que estamos vendo não é uma ameaça à democracia, mas à forma como ela se desenvolveu — de maneira relativamente elitista, politicamente correta, dominada por pessoas que tendem a ter maior nível de escolaridade. E elas têm uma pauta política, econômica, social (envolvendo questões como gênero e direitos LGBT) que é bastante diferente das demandas da classe trabalhadora. BBC News Brasil - Os senhores falam sobre isso no livro, quando dizem que o movimento nacional-populista não é necessariamente antidemocrático, mas se opõe a certos aspectos da liberal democracia ocidental. Eatwell - Sempre houve um temor, no pensamento democrático — e isso começa a aparecer na Grécia Antiga —, do poder das massas, vistas como irracionais, ignorantes, e uma defesa de que as democracias deveriam ser governadas por uma classe educada, profissional e tecnocrata. E essas ideias nunca desapareceram, elas continuaram sendo revisitadas. Depois da Revolução Francesa, no fim do século 18, houve um tremendo medo da irracionalidade das massas, e de novo nos anos 1920 e 30. Então, o que vemos na maior parte do Ocidente é uma forma de governo que tem eleições regulares, liberdade de expressão e proteção constitucional — e nesse sentido, são democracias —, mas que é dominada pelas elites. E essas elites, de certa maneira, se distanciaram do povo. BBC News Brasil - Em parte, então, esse movimento está ligado ao fato de que as pessoas se sentem excluídas do sistema político. Acreditam que, enquanto houver democracia liberal, haverá populismo? Eatwell - Sim, e eu acho que algumas pessoas veem o populismo como uma ameaça à democracia, e isso é mais forte em países com tradições democráticas relativamente fracas, como o Brasil e a Hungria, onde as pessoas temem que uma forma de democracia não liberal poderia surgir — na qual você tem eleições regulares, mas não tem liberdade de expressão ou o tipo de proteções constitucionais que vemos em países como Estados Unidos e Reino Unido. Mas outros veem o populismo como uma válvula de segurança, como um jeito de mostrar aos políticos que eles se tornaram distantes demais do povo. E, se esse for o caso, o populismo é, de certa maneira, mais um mecanismo corretivo da democracia do que uma ameaça a ela. É um sinal de alerta que mostra que os políticos não estão ouvindo o suficiente, particularmente um tipo de eleitorado mais rural, menos escolarizado, de cidades pequenas, que não se identificam com cidades sofisticadas como Londres. BBC News Brasil - O livro menciona quatro grandes razões para o movimento nacional-populista atual, os quatro "D". Como explicá-los? Eatwell - Sabemos que há diferenças de país para país, e isso é algo que os historiadores, especialmente, gostam de ressaltar: há fatores e acontecimentos específicos. Mas nosso ponto principal era abordar o que chamados dos quatro 'Ds' [Distrust, Destruction, Deprivation e Dealigment, em inglês; na tradução livre: desconfiança, destruição, privação e desalinhamento] que acreditamos estar profundamente enraizados e que surgiram muito antes da crise migratória na Europa, em 2015, ou da Grande Recessão de 2008. Primeiro, uma desconfiança com relação aos políticos, a sensação de que eles são distantes, não escutam e, em alguns países, certamente estão envolvidos com a corrupção. Esse sentimento é especialmente forte entre os eleitores menos escolarizados, que vivem em cidades pequenas ou rurais — se você olhar para esses lugares nos Estados Unidos, por exemplo, são pessoas geralmente pobres, muito religiosas e que não costumam se identificar com os centros urbanos de sofisticação e progresso, como São Francisco e Nova York. Então é uma desconfiança da classe política em geral, não apenas de alguns partidos, da direita ou da esquerda. Tende a ser um ataque geral à classe, o que permite que surjam novos nomes, como Donald Trump ou Nigel Farage [líder do Partido do Brexit], que vieram de fora do sistema político. Depois, temos destruição, um senso duplo dela. Primeiro, a destruição da identidade e do orgulho nacionais: as pessoas sentem que é vergonhoso ter um senso de patriotismo sobre os valores americanos ou britânicos. Mas não é apenas isso, é também algo que afeta as comunidades locais, algo sentido especialmente pelas classes mais baixas, que tinham empregos bem pagos e seguros em grandes fábricas, por exemplo, que agora desapareceram. É uma sensação de pertencimento a uma nação e a uma comunidade que está sendo desafiada pela rápida mudança econômica e, em alguns países, pela imigração. O terceiro fator é a privação. E neste caso, não se trata de privação absoluta, de pessoas que são realmente muito pobres, mas de uma privação mais relativa. São pessoas que sentem que estão perdendo espaço na sociedade, em comparação com os outros, e que têm medo do futuro. Nos EUA, eles falam muito sobre o Sonho Americano. Bem, em 2016, apenas 24% dos americanos disseram acreditar nele (a saber: acreditar que seus filhos teriam uma vida melhor que a deles) — entre os apoiados de Trump, só 11%. Nos anos 1950, se consideramos os eleitores brancos, ao menos, o índice era de 89%. Então há esse pessimismo com o futuro, amplamente relacionado, embora não exclusivamente, ao neoliberalismo, à forma como o comércio com a China e outros países prejudicou as fábricas tradicionais nos EUA, no Reino Unido. E esses empregos seguros, bem pagos, sumiram. E aí vem o desalinhamento, a maneira pela qual as pessoas vêm se distanciado gradualmente dos partidos tradicionais. Nos anos 1950, provavelmente o pico do sistema político moderno em democracias estáveis, cerca de 90% dos eleitores votavam sempre da mesma maneira. Agora, o número de pessoas que se identificam como democratas ou republicanos [nos EUA], conservadores ou trabalhistas [no Reino Unido], caiu drasticamente. Há muito mais volatilidade, mais disposição em mudar o voto, de um partido para o outro. No Reino Unido, por exemplo, isso é um fator crucial para o Boris Johnson: ele e os conservadores tiveram uma grande vitória em dezembro, puxada especialmente por votos da classe trabalhadora — 40% deles votaram no partido, o maior índice da história. Mas o primeiro-ministro tem que entregar algo, especialmente para aqueles que querem ver um Brexit próspero, ou esses eleitores vão voltar a apoiar outros partidos. Reino Unido deixa a União Europeia após 47 anos e Brexit divide opiniões BBC News Brasil - Uma das ideias contestadas no livro é a de que os apoiadores de Trump e outros líderes populistas são todos homens brancos, velhos e raivosos. Quem são eles, então? Eatwell - O que vimos em países como os Estados Unidos e o Reino Unido é que os populistas conseguiram penetrar distritos eleitorais de renda mais baixa. Eles têm apelo entre a classe trabalhadora. Se olharmos para a Europa, na França, por exemplo, a Frente Nacional, de Marine Le Pen, está bastante inserida no eleitorado jovem. Em parte porque os jovens temem pelo futuro, acham que não vão conseguir empregos estáveis. E Marine Le Pen não apenas é uma mulher divorciada, que vive com seu parceiro, mas também se cercou de assessores gays e se voltou aos votos de mulheres e da população LGBT. Marine Le Pen faz campanha em Saint-Herblain JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP Ou seja, o apoio a esses partidos varia de país para país, depende da posição do líder do partido, depende de questões específicas de cada país. Mas, certamente retratar o eleitor simplesmente como um homem branco, velho e raivoso é muito enganoso, e parte da injustiça típica de comentaristas liberais [no sentido americano da palavra, o oposto de conservadores], que não querem realmente entender esses partidos. Eles querem classificá-los como racistas, fascistas, o que claro, em alguns casos, é verdade. BBC News Brasil - O Brexit, a eleição de Trump e muitos outros resultados eleitorais nos últimos anos causaram grande surpresa no mundo político. Mais do que isso, as pessoas não conseguiam acreditar que seus apoiadores realmente queriam o que estava sendo propagado durante as campanhas. As pessoas querem o que vendem os populistas? Ou só estão atrás de mudança? Matthew Goodwin - As pessoas que votaram pelo Brexit estavam fundamentalmente infelizes com o acerto existente e queriam ver os cenários políticos e econômicos serem radicalmente chacoalhados. E, em última instância, votar pela saída da União Europeia não era apenas sobre a relação do Reino Unido com a Europa, era a expressão de um desejo mais profundo de mudar o contrato social. Eu acho que, de maneira geral, o que vimos é um pedido de mudança, e a questão agora é como as pessoas responderão a esse pedido. Da mesma forma que Donald Trump também representa um clamor por mudança, e agora o que precisamos ver é como os liberais vão responder a isso e quais concessões estão dispostos a fazer. É isso que continuaremos a debater nos próximos anos. BBC News Brasil - Nesse contexto, temos a eleição presidencial americana neste ano. O que mudou de 2016 para agora? O que podemos esperar do pleito? Goodwin - Vamos ver o populismo econômico enfrentar o populismo cultural. Devemos ter um candidato democrata como [os senadores] Elizabeth Warren ou Bernie Sanders apelando muito para pessoas que concordam com medidas populistas na economia. A questão é que teremos Donald Trump falando tanto com esses eleitores — ou seja, propagando um discurso protecionista, contra a China, tentando ajudar as comunidades do "cinturão da ferrugem" [região que engloba áreas no nordeste e no centro dos Estados Unidos, frequentemente relacionadas ao declínio industrial] —, como com aqueles que querem ver medidas culturais, ao dizer que vai continuar endurecendo as políticas contra a imigração, que protegerá os interesses culturais dos EUA, não apenas econômicos. Isso coloca os democratas numa posição bastante difícil, porque sabemos que há muitos eleitores na categoria que chamamos de cross-pressured [aqueles com preferências à esquerda em alguns temas e à direita em outros]: querem reformas econômicas, mas também reformas culturais. Eles desejam que os mercados sejam mais justos, que os ricos paguem mais impostos, que as empresas sejam mais transparentes. Ao mesmo tempo, esperam que a imigração seja mais controlada e rejeitam uma mudança demográfica sem fim. E acho que, como consequência, isso dá a Trump uma vantagem inerente em relação ao populista econômico clássico. E, se você olhar para a Europa, essa categoria não vem sendo bem-sucedida desde a crise — pense, por exemplo, no Syriza, na Grécia, ou em Jeremy Corbyn [líder do Partido Trabalhista] no Reino Unido. Eatwell - Trump ficaria particularmente feliz se os democratas escolherem um candidato da ala mais à esquerda do partido, porque ele poderia adotar uma posição de ataque — seria uma campanha bastante negativa. O que veremos nos EUA é o presidente reivindicando alguns feitos, especialmente econômicos, mas também buscando um oponente democrata que possa atacar, seja pelo 'socialismo', seja pela posição permissiva em relação à imigração. E ele espera conseguir ganhar confortavelmente com menos de 50% dos votos. Magnoli: 'Quem está celebrando esse início de primárias democratas é Donald Trump' BBC News Brasil - Apostariam em um resultado? Eatwell - Se eu tivesse que apostar, diria que o Trump ganha, mas há muitos fatores desconhecidos ainda. Não sabemos, por exemplo, quem os democratas vão escolher como candidato, nem como o cenário internacional vai se desenvolver até lá. BBC News Brasil - Professor Goodwin, o senhor disse que Boris Johnson ganhou a eleição no Reino Unido ao tirar proveito da "nova lei tácita" da política: se posicionar um pouco à esquerda na economia e um pouco à direita em questões culturais e identitárias. Já vê isso acontecendo em outros países? Goodwin - Acho que é cedo para dizer, mas o que vimos no Brexit foi o Partido Conservador reagindo à polarização na nossa sociedade de maneira bastante efetiva. A grande questão para os partidos tradicionais agora é como navegar essa divisão entre liberais e conservadores, e como unir a classe trabalhadora e a classe média. Boris Johnson identificou uma fórmula eficaz, que é a inclinação à esquerda nas questões econômicas e prometer investimento maior nas comunidades que se sentem deixadas para trás, mas também mover-se para a direita na cultura, ao reformar a imigração, entregar o Brexit e lutar contra o que podemos chamar de 'consenso liberal'. E, ao fazer isso, ele foi recompensado com uma gorda maioria. E então eu acho que, de forma geral, isso poderia ser o começo de uma nova fórmula para, por exemplo, partidos de centro-direita na Europa, talvez na América do Norte e até em partes da América Latina. Nesse sentido, estamos vendo Donald Trump desenvolver uma mensagem parecida, [o premiê] Sebastian Kurz, na Áustria, trabalhando num tipo mais interessante de política conservadora. Considerando isso, eu diria que os conservadores parecem estar respondendo melhor à polarização do que os liberais. BBC News Brasil - Os senhores dizem que o nacional-populismo já teve um impacto no sistema político ocidental ao fazê-lo se mover um pouco mais para a direita. Como exatamente isso acontece? Goodwin - De um lado, há a opinião pública, que se posiciona um pouco mais à direita nessas questões do que as pessoas imaginam, e, a partir daí, a opinião pública está levando às mudanças políticas a que estamos assistindo. Ou seja, populistas e ultraconservadores sendo mais bem-sucedidos, mas também partidos tradicionais se movendo mais para a direita, adotando muitas das políticas e da linguagem utilizada pelos populistas. Boris Johnson fez isso com as políticas de Nigel Farage, os partidos tradicionais na Suécia assumiram posições mais duras na crise dos refugiados, e até a centro-esquerda na Dinamarca decidiu tomar medidas contra a imigração. Tudo isso parece uma tentativa de despachar os populistas. Então o que estamos vendo é um efeito direto, pessoas votando nos populistas, mas também um efeito indireto: populistas influenciando as posições de partidos tradicionais. BBC News Brasil - Como o presidente Jair Bolsonaro, no Brasil, se relaciona com esse fenômeno? Eatwell - Acho que há semelhanças, mas também diferenças claras. Há uma tendência, entre os nacional-populistas, de produzir líderes que são muito autoritários — ao menos pelos padrões democráticos —, eles tendem a ser muito provocadores, não querem construir coalizões, costumam usar redes sociais e novos meios de comunicação. Isso parece se aplicar a Bolsonaro e Trump, por exemplo. Não quer dizer que todos os populistas tenham esse estilo, mas há uma tendência de produzir esses 'machões', porque as pessoas estão buscando líderes fortes, agressivos, que não têm interesse em ceder. Goodwin - Acho que há poucos na Europa acompanhando Bolsonaro de perto, mas creio que ele seja visto como parte dessa reação contra os políticos tradicionais, uma preferência por um tipo de líder mais linha dura. Mas a base eleitoral do Bolsonaro é bastante diferente do que vimos na Europa, ele não parece ser tão dependente desses eleitores que se sentem deixados para trás como são os populistas na Europa, ele tem uma coalização de apoio mais ampla. Jair Bolsonaro participa de celebração de 40 anos da Igreja Internacional da Graça de Deus BBC News Brasil - Os senhores falam sobre uma era de "pós-populismo", ou seja, o momento em que as pessoas serão capazes de avaliar se votar em populistas fez diferença nas suas vidas — ou se eles realmente se importam com isso. Estamos nos aproximando dela? Goodwin - Eu acho que estamos passando por um realinhamento político permanente, ou ao menos de longo prazo. Vamos ver esses movimentos tornarem-se atores razoavelmente permanentes no cenário político, e acredito que veremos diversas formas de populismo terem um impacto considerável na política. Uma das narrativas dominantes é que o que está acontecendo agora é só uma resposta à crise financeira, ou à crise dos refugiados na Europa, ou à austeridade na crise fiscal. Está claro, porém, que as raízes do populismo são muito mais profundas, e que as tendências que as alimentam já vinham se desenhando há bastante tempo. E nosso argumento é que esses movimentos estão aqui para ficar — ou, ao menos, os grupos de eleitores que são bastante leais a esses partidos e perceberam que precisam deles para conseguir o tipo de mudança política que querem ver.

Autoridades chinesas exaltam medidas, como o isolamento de mais de 50 milhões na província de Hubei, mas número de mortes permanece alto, superando 1,6 mil. Coronavírus na China: Profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan; novo método está senso usado para detectar pacientes com suspeita de Covid-19, em detrimento aos exames laboratoriais, que demoram mais a ficarem prontos. China Daily via Reuters As infecções pelo coronavírus Covid-19 na China diminuíram neste domingo (16) pelo terceiro dia consecutivo, enquanto as autoridades de saúde do país afirmam que os esforços intensificados para diminuir a disseminação da doença começam a apresentar resultados. O maior número de ocorrências fora do país continua sendo no navio Diamond Princess, ancorado no Japão, com 70 novos casos registrados - já são 355 pacientes na embarcação. A Comissão Nacional de Saúde da China relatou neste domingo 2.009 novas infecções, o que significa uma redução em relação às 2.642 registradas no dia anterior. O número de novos casos em outras regiões do país manteve a tendência de queda observada nos últimos doze dias. O número de óbitos caiu de 143 na véspera para 142, sendo que apenas quatro das novas mortes ocorreram na província de Hubei, epicentro do surto do novo coronavírus na China. O total de mortes desde o inicio do surto aumentou para 1.665 – a maioria em Hubei – com total de 68,5 mil pessoas infectadas. Raio X do novo coronavírus - VALE ESTE Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Cerco a Wuhan continua Wuhan, a capital de Hubei, permanece isolada desde o dia 23 de janeiro. Cerca de 56 milhões de pessoas estão sob quarentena em toda a província. Escolas, escritórios e fábricas continuam fechadas e as viagens a partir da região ainda estão sob fortes restrições. Entretanto, as autoridades de saúde afirmam que as medidas adotadas para isolar a disseminação estão dando resultados. "Os efeitos do controle sobre o coronavírus estão aparecendo", disse o comissário de saúde Mi Feng. Ele avalia que o aumento das medidas preventivas e do apoio médico em Hubei evitaram o surgimento de casos mais críticos. A proporção desses casos entre as infecções confirmadas caiu para 21,6% neste sábado, em comparação com os 32,4% registrados no dia 27 de janeiro, destacou Mi. Segundo o comissário, os casos menos graves estão sendo tratados com maior rapidez, evitando que se tornem críticos. Mesmo assim, as restrições em Hubei foram reforçadas com a proibição da circulação de veículos, com a exceção dos transportes dos serviços essenciais, e as empresas devem permanecer fechadas até segunda ordem. Mortes por novo coronavírus sobe para 1665 na China Primeira morte fora da Ásia Fora da China, foram registrados em torno de 500 casos em mais de 20 países e territórios, com de mortes de pessoas infectadas no Japão, França, Filipinas nos territórios chineses de Hong Kong e Taiwan. Neste sábado (15), o governo da França confirmou a primeira morte causada pelo Covid-19 na Europa. A vítima é um turista chinês de 80 anos, que morreu em decorrência de uma infecção pulmonar num hospital de Paris, afirmou a ministra da Saúde, Agnès Buzyn. A vítima é um homem natural da província de Hubei, o foco do surto. Ele chegara à França em 16 de janeiro e fora hospitalizado e colocado em isolamento no dia 25. Porém, seu estado de saúde piorou rapidamente. A filha dele também está internada em Paris, mas deverá ter alta em breve. O anúncio da França, que registrou 11 casos do novo coronavírus no país, confirma a primeira morte fora da Ásia. Crescem os casos em cruzeiros O maior número de infecções fora da China ocorreu no navio Diamond Princess, mantido sob isolamento no porto de Yokohama, no Japão, com 3,7 mil pessoas a bordo. Neste domingo, 70 novos casos da doença foram registrados, aumentando o total para 355. A embaixada dos Estados Unidos em Tóquio informou neste domingo que prepara a evacuação de cerca de 400 cidadãos americanos a bordo, que deverão ser transportados de volta ao país. Passageiro do cruzeiro japonês Diamond Princess, que passa por quarentena por causa do coronavírus Kim Kyung-Hoon/Reuters Todos os passageiros serão submetidos a exames antes de embarcarem nos voos fretados e permanecerão sob quarentena durante 14 dias – o tempo calculado de incubação do coronavírus – após retornarem aos EUA. "Nenhum passageiro com sintomas ou infectado poderá embarcar", informou a embaixada. Hong Kong, Canadá e Coreia do sul também planejam remover seus cidadãos do porto de Yokohama. Uma passageira que desembarcou do navio de cruzeiro MS Westerdam, mantido em um porto do Camboja após suspeitas de um surto da doença a bordo, foi diagnosticada com o coronavírus neste domingo na Malásia. A americana de 83 anos chegou a Kuala Lumpur na última sexta-feira com um grupo de passageiros vindos do porto cambojano de Sihanoukville. Passageiros do MS Westerdam acenam quando o navio atracou no porto de Sihanoukville, no Camboja, na sexta-feira (14) Soe Zeya Tun/ Reuters Apenas um caso de infecção foi detectado entre os 145 passageiros. Entretanto, aumentam as preocupações quanto aos demais 2,2 mil passageiros e tripulantes que desembarcaram no porto cambojano. Todas essas pessoas passaram por testes antes de deixar a embarcação. O governo do Camboja contestou o diagnóstico das autoridades malaias, mas o Ministério da Saúde de Kuala Lumpur afirma que a americana foi submetida a dois testes e ambos teriam apresentado resultados positivos. As autoridades da Malásia informaram que não vão permitir a chegada de outros passageiros do MS Westerdam. Outros navios que tiverem passado pela China serão proibidos de atracar no país. Antes de receber permissão para aportar no Camboja, o navio de bandeira holandesa havia sido barrado no Japão, Guam, Filipinas, Taiwan e Tailândia. A embarcação leva cidadãos de mais de 30 nacionalidades, incluindo cinco brasileiros. Initial plugin text

Benjamin Griveaux, colega de partido do presidente Macron, desistiu de concorrer à eleição por causa do escândalo. Artista russo Pyotr Pavlensky disse ser o responsável por divulgação de vídeo íntimo de Benjamin Griveaux Lionel Bonaventure / AFP O artista russo Piotr Pavlenski e a sua companheira foram colocados em prisão preventiva, neste domingo (16), no âmbito da investigação sobre a difusão de vídeos sexuais de Benjamin Griveaux, candidato do partido de Emmanuel Macron à Prefeitura de Paris. Na sexta-feira (14), Griveaux desistiu da corrida eleitoral por causa do escândalo e no dia seguinte entrou com uma queixa na justiça por “invasão de privacidade”. Pavlenski, que assumiu a responsabilidade pela divulgação do vídeo, foi detido preventivamente no sábado (15) por causa de uma outra investigação. Inicialmente, seria interrogado por um episódio de “violência com armas" na noite de 31 de dezembro. Posteriormente, a Justiça suspendeu essa detenção preventiva para poder interrogá-lo a respeito dos vídeos de Griveaux. Ele não poderá ficar mais que 48 horas em prisão preventiva, prazo que se encerra na segunda-feira (17), depois do almoço (horário de Paris), segundo o jornal “Le Monde”. A companheira do artista russo, que teria recebido os vídeos do político francês, foi detida mais cedo neste domingo. O Ministério Público de Paris informou que ela é investigada sobre "violação da intimidade da vida privada" e "difusão sem concordância da pessoa de imagens de caráter sexual". A identidade da mulher de 29 anos, proveniente de Metz (leste), não foi revelada. Benjamin Griveaux, candidato do partido La Republique en Marche, retirou sua candidatura à prefeitura de Paris após divulgação de vídeo de caráter sexual Lionel Bonaventure / AFP 'Denunciar a hipocrisia' Refugiado político na França desde 2017, Pavlenski disse que queria denunciar a hipocrisia do candidato que “utilizou sua família para se apresentar como ícone para todos os pais e maridos de Paris”. “Ele fez propaganda dos valores das famílias tradicionais”. A companheira de Pavlenski teria sido a destinatária dos vídeos íntimos, de acordo com uma fonte próxima do inquérito, citada pela agência France Presse. Em 2017, o russo incendiou a fachada de uma agência do banco central francês na praça da Bastilha, na capital francesa, entre outras "performances" artísticas controvertidas. Na noite do réveillon, Pavlenski se envolveu em uma briga em um apartamento em Paris e teria usado uma faca de cozinha. Duas pessoas ficaram feridas no incidente. Código penal francês O Código Penal francês prevê um ano de prisão e multa de € 45 mil por "invasão de privacidade", de acordo com a Rádio França Internacional. Além disso, desde outubro de 2016, a divulgação específica de imagens sexuais capturadas em locais públicos ou privados é punida com dois anos de prisão e multa de € 60.000. Esse artigo foi incorporado à Lei Digital para lidar com o crescente fenômeno da chamada “vingança pornográfica”, que se tornou frequente nas redes sociais após o fim de relacionamentos. Todas as pessoas que compartilharam os vídeos divulgados por Pavlenski nas redes sociais também podem ser condenadas. Macron fala em ingerência russa O partido República em Marcha está em busca de um novo candidato. No sábado, o presidente Macron lançou um alerta contra a ingerência da Rússia em campanhas eleitorais durante sua participação na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. O chefe de estado francês, porém, não mencionou diretamente o ocorrido com o seu colega de partido, de acordo com a Rádio França. "A Rússia continuará tentando desestabilizar as democracias ocidentais manipulando redes sociais e influenciando as eleições (...) via atores privados, agências ou intermediários", disse o líder francês. "Moscou continuará sendo um ator extremamente agressivo nesse assunto nos próximos meses e nos próximos anos. Em todas as eleições, a Rússia procurará ter estratégias desse tipo ou terá atores agindo em seu nome", acrescentou Macron. O presidente francês destacou que essas manipulações não são prerrogativas exclusivas da Rússia. "Atores conservadores da ultradireita americana têm se intrometido nas eleições europeias", disse ele, referindo-se aos apoiadores do presidente Donald Trump. Sem citar nomes, Macron se referia, por exemplo, a Steve Banon, ex-estrategista de Trump e que prestou serviços para a líder de extrema direita francesa Marine Le Pen.

É o 19º ataque contra interesses americanos no Iraque desde outubro. Ação não deixou vítimas, segundo fontes iraquianas. Foto de arquivo mostra a Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque AP Photo/Khalid Mohammed Três foguetes caíram neste domingo (16) perto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, anunciou o Exército iraquiano. Esse é o 19º ataque contra interesses americanos no Iraque desde outubro, segundo a agência France Presse. Um outro foguete também causou danos materiais em um centro de apoio logístico de Hash al-Shaabi, uma coalizão de milícias favoráveis ao Irã integrada às forças de segurança, completou o Exército. Os foguetes não deixaram vítimas, de acordo com fontes iraquianas e da coalizão. Foram ouvidas várias explosões seguidas de aviões que voavam em círculos perto da Zona Verde, o território de alta segurança onde está situada a missão americana. Em janeiro, duas bases no Iraque, que abrigavam forças americanas e iraquianas, foram atingidas por mais de 20 mísseis iranianos. O Irã assumiu a responsabilidade pelo ataque, que foi uma retaliação pelo assassinato do general iraniano Qassem Soleimani.

O Princess Diamond, uma embarcação turística, é o principal foco do coronavírus fora da China; há cerca de 3.700 pessoas a bordo sem poder sair. Passageiras do Diamond Princess, o cruzeiro em quarentena no Japão, acenam para os fotógrafos, em 16 de janeiro de 2020 Athtit Perawongmetha/Reuters Mais 70 casos de pessoas a bordo de um cruzeiro atracado no Japão foram diagnosticadas neste domingo (16) com Covid-19, o coronavírus. No total, o navio teve 355 casos, de acordo com o ministro da Saúde do país, Katsunobu Kato. Coronavírus: por que não houve casos confirmados na América Latina? O navio Diamond Princess, de propriedade da Carnival Corp, está em quarentena desde que chegou a Yokohama, uma cidade ao sul de Tóquio, no dia 3 de fevereiro. Um homem que havia desembarcado em Hong Kong foi diagnosticado com a doença. Mortes por novo coronavírus sobe para 1665 na China Há cerca de 3.700 pessoas no cruzeiro, entre passageiros e tripulantes. Fora da China, esse é o principal foco da doença. Os doentes foram transferidos para hospitais no Japão. Ônibus perto do Princess Diamond, o cruzeiro que está em quarentena no Japão, em 16 de fevereiro de 2020 Issei Kato/Reuters Os passageiros passam a maior parte do tempo trancados nos quartos, e durante uma hora por dia são autorizados a saírem para caminhar e ver a luz do sol. Yardley Wong, uma passageira documentando a experiência a bordo, publicou em uma rede social um áudio em que é possível ouvir o capitão pedindo a compreensão dos passageiros para deixarem que aqueles que não têm janela no quarto possam ficar mais tempo do lado de fora. A situação está levando alguns a relatarem sinais de depressão. Raio X do novo coronavírus - VALE ESTE Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 "Muitos passageiros agora estão um pouco indiferentes", disse o passageiro britânico David Able em um vídeo publicado em uma rede social. "A depressão está começando a se instalar." Outro passageiro disse que espera que as garantias sobre a eficácia da quarentena e ventilação a bordo sejam verdadeiras. Aviões de resgate Os Estados Unidos, Hong Kong e a Coreia do Sul disseram que vão enviar aviões para o Japão para trazer os seus cidadãos que estão em quarentena no cruzeiro. A embaixada dos EUA em Tóquio disse em um comunicado no sábado (15) que o voo fretado deverá chegar ao Japão neste domingo (16). No texto, ainda há uma recomendação para que o desembarque seja feito cautelosamente e que haja monitoramento depois da repatriação. Os passageiros serão obrigados a passar por uma nova quarentena, de 14 dias, depois de chegarem aos EUA. Se eles não quiserem voltar nessa aeronave, não poderão voltar ao seu país “por um período”, de acordo com o texto. A Coreia do Sul anunciou neste domingo (16) que também vai retirar seus cidadãos do barco. "O governo tem planos para trazer os coreanos para casa, caso o teste para infecção deles seja negativo", disse o ministro de Saúde Park Neung-hoo. Hong Kong fez um anúncio semelhante. Veja as informações mais recentes sobre a epidemia. Em Anápolis, Goiás, os 58 brasileiros que foram retirados da China seguem em quarentena e sem nenhum sintoma do coronavírus; de acordo com o Ministério da Defesa, eles passaram por avaliações clínicas no sábado (15) Mortes por coronavírus passam de 1,6 mil na China No balanço de sábado (15), a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS. Primeira morte por coronavírus fora da Ásia Mais de 1.700 agentes de saúde infectados na China Americana de navio de cruzeiro atracado no Camboja testa positivo para coronavírus Initial plugin text